O que os profissionais bem-sucedidos do marketing digital, da dança e do mundo dos negócios não querem que você saiba?
Eu vou contar agora.

Vou abrir as minhas estratégias e processos e contar quase tudo que eu fiz para me tornar líder no mercado da Dança de Salão no Marketing Digital, e quais os passos que eu estarei utilizando para me manter nesse lugar nos próximos anos.

“Negociar seus princípios é um péssimo negócio.”
Flávio Augusto

Os últimos dados do IBGE apontam que, temos, hoje, no Brasil, cerca de 210 milhões de pessoas. Dessas, 45,9% são sedentárias, 28,5% praticam alguma atividade física e 25,6% praticam algum esporte, de acordo com uma pesquisa do Governo Federal sobre a prática de esportes no Brasil, datada de 2013. Essa foi a única pesquisa encontrada e acredito estar desatualizada.

Não encontrei números em nenhuma pesquisa que desse uma real clareza sobre qual a porcentagem da população brasileira que pratica ou tem contato com a dança. O que fiz foi uma análise empírica, baseada em suposições e probabilidades, de acordo com a minha experiência de mais de 20 anos de profissão e alguns dados encontrados.

O Ministério da Cultura tentou fazer um mapeamento da dança no Brasil no ano de 2016, com o objetivo de diagnosticar e identificar agentes da dança (indivíduos, grupos e instituições) que atuam nas áreas de formação e produção artística. Nos resultados, os pesquisadores apontaram as dificuldades de coletar dados do público-alvo.

Ainda não temos nenhuma pesquisa que nos forneça números reais da quantidade de pessoas que pratica a dança hoje em dia. Podemos sugerir que, dos 28,5% da população brasileira que pratica alguma atividade física, em média, 4% desenvolve alguma atividade com dança, e esse número só foi possível graças à inserção da Zumba, que, no seu início, era uma aula de ginástica, e depois se reposicionou como uma aula de dança e, devido ao seu surgimento, contribuiu para o aumento de praticantes da modalidade.

Bem, desses 4% sugeridos da população que praticam a dança como atividade física, de novo, 4% são praticantes de danças de salão, que se caracterizam pelo ato de serem dançadas a dois e existe um processo em que uma pessoa conduz e outra responde. As danças de salão podem ser internacionais, nacionais ou regionais.

Resumindo, aproximadamente 100 mil pessoas praticam a dança de salão no Brasil.
Aparentemente, um número muito pequeno para uma população tão grande.
O que pode ter ocorrido para que tenhamos tão poucas pessoas envolvidas na dança de salão?
A população brasileira tem aumentado gradativamente ao longo dos anos, e acredito que a Dança de Salão não esteja acompanhando na mesma proporção.

Temos algumas suposições que podem servir como indicadores para iniciarmos uma mudança de comportamento, quebrar crenças limitantes e, consequentemente aumentar o número de praticantes.

Para isso, vou me ater a dois pontos iniciais e não-fixos, com intuito de provocar uma discussão, reposicionamento da classe e novas perspectivas de visão de mercado.

Como o pré-conceito te afasta da dança:
Quando eu me refiro a “pré-conceito” não estou falando de religião, cor, sexo, etc., mas sim, um tipo de comportamento que alimenta o mal hábito de, em muitos casos, não conhecer sobre algo e já criar uma opinião baseada no achismo, alguma má experiência vivida ou no inconsciente coletivo, que é o que a maioria das pessoas pensam sobre um mesmo assunto e que pode causar sérios riscos à sua jornada.

Algumas pessoas acreditam que, para dançar, precisam ter um dom, nascer para essa finalidade, levar jeito, ter desenvoltura, coordenação motora, ritmo, porte físico especifico, ser extrovertida, dentre outros pré-conceitos.

Grande parte das pessoas irá morrer sem experimentar coisas incríveis na vida por ter esse tipo de pensamento e, consequentemente, comportamentos. Essas pessoas, provavelmente, apresentam um MindSet rígido, por não se abrirem à novas possibilidades ou até mesmo não repensarem algo em que acreditam; consequentemente sendo levadas quase sempre aos mesmos resultados.

Ter um Mindset flexível permite descobrir e redescobrir sensações, desejos, vontades, ações, aprendizagens que jamais se imaginou, e isso levará a caminhos nunca percorridos. Será a construção de uma jornada incrível em direção à tão sonhada FELICIDADE.

Por que você deixou de dançar?

Já parou para responder a essa pergunta?

Na dúvida se essa pergunta é realmente para você, te respondo: – Se você não dança, SIM, é para você!

Vou te explicar melhor.

Quando uma criança ouve alguma música, o que acontece? Ela se movimenta ritmicamente buscando seguir o som dessa música. Movimentar-se ritmicamente ao som de uma música é dança, logo temos o dançador, ser que dança, segundo o dicionário.

Você já foi criança em algum momento da sua vida, correto? Isso já te faz um dançador desde sempre.

Agora me responda, por que você deixou de dançar ?

Mesmo com essas perguntas, muitas pessoas podem ter dificuldades em dar uma resposta imediata, pois, em algum momento da vida, podem ter sido podadas, oprimidas, barradas para não dançar.

Isso pode acontecer no convívio com a família, amigos, na escola, igreja, por algum constrangimento, pré-conceito criado no seu subconsciente, alguma perda ou, até mesmo, por não ter se permitido experimentar “a sabedoria ou a loucura de dançar a vida e na vida”, parafraseando Roger Garaudy, ou até mesmo por algum pré- julgamento de imagem, como nos aponta Friedrich Nistzsche: “E aqueles que foram visto dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”.

Então, agora pode ser um grande momento da sua vida de se permitir experimentar coisas sobre as quais nunca havia pensado.

Aconselho a você começar pela dança, mas, se você sentir que é melhor começar experimentando outra coisa, inicie já com a certeza de que, ao final dessa jornada, terá evoluído bastante, com novas perspectivas de vida.

Como os maus professores e seres dançantes te afastam da dança

“As pessoas não estão buscando seus produtos, elas estão buscando a solução que seu produto oferece.” Érico Rocha

A má formação profissional, a baixa barreira de entrada e o amadorismo impregnado nas boas ações são fatores que fazem com que tenhamos pessoas despreparadas atuando como fomentadores de conhecimento nas Danças de Salão.

No caso das aulas, isso acontece porque qualquer pessoa pode se tornar um professor de Dança de Salão de fato, mas não de direito.

Hoje, para que você se torne um professor de Danças de Salão, você precisa apenas ter alguém que queira fazer aulas com você.

Esse modelo de iniciação ao universo da dança como professor, já acontece há muito tempo com mais ou menos proporção.

É comum escutarmos de professores mais antigos que os jovens que começaram a ministrar aulas nos dias atuais estão fazendo isso de forma muito leviana. O fato é que quase todos os profissionais seguiram um caminho parecido. Ou ele iniciou em uma escola como aluno, passou a ser bolsista, assistente, monitor e depois professor, ou ele iniciou dançando e, ao mesmo tempo, ensinando como autodidata, que foi o meu caso.

Nem o primeiro nem o segundo é mais ou menos importante, já que essa formação se deu, em sua maioria, através da repetição de comportamento com foco nos quesitos técnicos dos estilos de dança, transformando o indivíduo em um exímio dançarino, que se tornou professor de fato e não de direito, sem ter tido uma formação com foco em desenvolver as competências e habilidades necessárias para exercer a função de ensinador, professor e facilitador.

Mas, o que é ser professor de fato e de direito?

Essa é uma definição nossa para buscar uma forma de ter clareza sobre o processo e formação de cada um desses dois tipos de professores.

O primeiro, que é o professor de FATO, se autointitula ou recebe o título de alguém que também foi autorreferente e se autointitulou professor.

Eita que esse negócio tá confuso.

Não quero aqui emitir críticas a esse formato, pois foi a partir dele que se formou uma grande parte da comunidade que temos hoje na dança de salão. Essas pessoas fizeram o que podiam com o que tinham e desbravaram os caminhos para que hoje tivéssemos o nosso espaço no mercado.

Mas isso não significa que temos que repetir esse comportamento. Precisamos evoluir nossas atitudes para que possamos levar nossa profissão para um outro nível e, consequentemente, alcançar mais resultados.

O outro professor é o Professor de DIREITO. Você já sabe disso, mas, o óbvio precisa ser dito. Não me refiro a quem estuda advocacia, mas sim ao profissional que a Federação / Estado / Ministério da Educação reconhece como professor.

Para isso, é necessário estudar em uma instituição reconhecida pelo MEC, que concederá a esse profissional, após estudar para desenvolver as competências e habilidades necessárias para ministrar aulas, o DIREITO de ser professor.

Como nosso foco é Dança de Salão, ainda não temos um curso específico para nos tornarmos professores de DIREITO. Isso faz com que tenhamos de buscar em outras áreas acadêmicas uma formação que possa embasar nosso compromisso com o ensinar e aprender. O que temos no mercado são cursos livres e especializações e, em alguns estados, cursos técnicos em dança que atendem a todos os estilos.

Via de regra, a princípio, temos três caminhos acadêmicos iniciais, além de outros cursos de licenciatura, para a formação de um professor de dança de DIREITO.

Vou me ater apenas aos três caminhos que citei: Artes cênicas, Dança e Educação Física.
Não vou entrar no mérito de qual é mais aconselhável para o desenvolvimento de cada função, nem de qual desses cursos é o mais indicado para uma melhor formação.

O que se sabe é que cada uma delas apresenta conhecimentos que possibilitam a aquisição de aprendizados que irão permitir que se exerça a função de professor de Danças de Salão com mais propriedade e com reconhecimento profissional de DIREITO.

Sabemos também que os conhecimentos técnicos, culturais e sociais das Danças de Salão ainda não possuem uma organização acadêmica de fácil acesso, além de muita resistência por parte dos professores mais antigos, que são contra a junção do empírico/prático com o científico/teórico.
Mas isso também será assunto para outro momento.

O que uma grande parte dos professores de FATO diz é que os professores de DIREITO não têm o conhecimento técnico que eles possuem, enquanto os professores de DIREITO dizem que os professores de FATO não têm ferramentas de ensino e aprendizagem assertivas para ensinar uma pessoa a dançar além de realizar movimentos, passos e sequências.

Essa briga ainda continuará por muito tempo.

Mas e se pudéssemos juntar os conhecimentos técnicos do professor de FATO com os conhecimentos científicos dos professores de DIREITO. O que poderia acontecer?

Fica essa pergunta no ar e espero que possamos a cada dia que passa nos aproximar mais dos conhecimentos que nos permitem levar a dança para um número maior de pessoas e que possamos também transformar essa grande paixão em um modelo de negócio de resultados.

Trecho do texto extraído do meu capítulo escrito no livro Sucessos Digitais.
Marcelo Grangeiro